Anuario Entreposto - Atacado Ceagesp e Ceasas

05 / 09 / 2010
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Batata, Cebola e Diversos

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No Brasil, a produção de cebolas concentra-se na Região Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul de modo especial nos estados da Bahia, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Normalmente é atividade de pequenos e médios produtores, revestindo-se de suma importância para a economia desses estados, onde contribui para a geração de empregos e a fixação do homem ao meio rural.

Face à diversidade climática das diversas regiões do País, a cultura da cebola é desenvolvida ao longo de todos os meses do ano, com maior ou menor intensidade, dependendo do estado produtor. A particularidade brasileira de possuir várias safras no decorrer do ano permite que o mercado nacional seja abastecido periodicamente com quantidade de cebola em ní veis equivalentes às necessidades de consumo.

Embora restrita a um pequeno número de estados produtores, a cultura da cebola no Brasil ampliou-se de forma significativa nos últimos anos, seja pelas condições de solo, clima, topografia, localização, mercados favoráveis à cultura, seja pelas diversas safras colhidas no país.
O calendário mensal de oferta de cebola é extremamente favorável em termos de distribuição de safras e, normalmente, permite ao mercado operar com relativa calma; mas a produção interna ainda mostra algumas oscilações, alternando excessos de oferta com períodos de escassez do produto - cenários que costumam estar relacionados a fatores climáticos, à disponibilidade de sementes, Mercosul e aos preços recebidos pelos produtores.

A implantação do Mercosul, entretanto, possibilitou à Argentina ofertar ao mercado brasileiro, parte da sua produção que se sobrepõe ao período de comercialização da cebola produzida no Sul do Brasil, gerando dificuldades aos produtores.

Os demais países membros do Mercosul -Uruguai e Paraguai - apresentam produção inexpressiva, insuficiente, inclusive, ao atendimento de suas demandas internas. Esta situação, além de criar dificuldades na área do abastecimento, interfere na tomada de decisão do produtor quanto à implantação da cultura, trazendo, conseqüentemente, prejuízos à atividade, sobretudo em se tratando de um produto altamente perecível e com nível de demanda em descompasso com o crescimento da oferta.

Torna-se até possível afirmar, em razão disso, que se planta demais e se perde muito, seja por deficiência de armazenagem no segmento produtor, seja por condições de clima ou de mercado. Isso acaba por onerar o estado através de financiamentos improdutivos e o produtor, por elevadas perdas sofridas.

O total da oferta nacional do bulbo, tem oscilado nos últimos anos entre 840 mil e 1.150 toneladas, intervalo sempre muito intimamente relacionado ao montante da área plantada e ao comportamento das condições climáticas verificadas ao longo do ciclo da cultura.

Fonte: ABBA - Associação da Batata Brasileira
 


A oferta de batata no Brasil

O Brasil cultiva anualmente em torno de 171 mil hectares com batatas (Solanum tuberosum L.), com produção média de 2,6 milhões de toneladas. Analisando-se a área e a produção brasileira dos últimos dez anos, verifica-se que, houve um decréscimo de 9% na área cultivada, enquanto que, a produção aumentou 8%, o que significa, ganho em produtividade.

Neste sentido, o rendimento médio por área vem evoluindo significativamente: em 1991 a produtividade média nacional era de 14.090 kg/ha, em 2000 foi de 17.800 kg/ha. Estes dados expressam notoriamente o Reajuste do setor na busca da competitividade.

O Estado de Minas Gerais destaca-se como o principal produtor nacional, participando com 32% do total produzido no Brasil, seguidamente o Estado de São Paulo com 24% e na seqüência, o Estado do Paraná com 22%. Mais da metade da produção nacional concentra-se na Região Sudeste.
Em termos de época de produção, a colheita da batata no Brasil ocorre em três safras distintas, com a seguinte distribuição: Safra das águas: com colheita de dezembro a março, concentra 52% da quantidade ofertada no ano; Safra da seca: com colheita de abril a julho, responde por 30% do total e, Safra de inverno: colheita de agosto a novembro, participa com 18% do abastecimento nacional.

Na safra das águas, os Estados do Paraná e de Minas Gerais competem pelo mercado; na safra da seca o Paraná é o principal provedor, com pequena diferença para Minas Gerais e São Paulo, já na safra de inverno, o abastecimento fica por conta de São Paulo e Minas Gerais.

A safra de inverno ou terceira safra vem sendo assinalada por bom desempenho econômico, em decorrência de melhores preços, portanto, foi a que mais cresceu em área, em média 18%, absorvendo parte das áreas da safra das águas e da seca, as quais tiveram decréscimo de 10% e 14% respectivamente.


Fonte: ABBA - Associação da Batata Brasileira



 

Última atualização ( Ter, 08 de Dezembro de 2009 19:43 )