Com um aumento nas vendas de frutas, legumes e verduras, as chamadas FLV, as redes supermercadistas estão dando mais importância para esses produtos. Eles são colocados na frente da loja, são mais frescos, têm melhor aparência, ganham dias de promoção, enfim são mais valorizados que há algum tempo.
Hoje, FLV representa 16% do faturamento dos supermercados ante média de 11% há dez anos, conforme informações do presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Sanzovo Neto.
Segundo levantamento da Apas/LatinPanel, o gasto médio mensal do brasileiro com consumo de tais itens cresceu cerca de 30% de maio de 2007 para o mesmo mês de 2009, para R$ 40,97. Cerca de 37% dos consumidores compram frutas, legumes e verduras em supermercado, 23% em feiras e 16% em sacolões.
A pesquisa mostra também que as compras de FLV em supermercados são feitas 4,5 vezes por mês e 94,7% dos consumidores que frequentam esses estabelecimentos adquirem produtos deste grupo.
De um modo geral, o brasileiro compra FLV seis vezes por mês, mas dificilmente o faz em hipermercado. Esse canal de venda é utilizado por 3% dos consumidores. Uma das razões apontadas por Sanzovo Neto para essa prática é que esses estabelecimentos ficam mais longe de casa.
A rede de supermercados Coop Cooperativa de Consumo deve obter, somente em 2009, expansão de 39% no volume de frutas, legumes e verduras ante 2008. A venda média mensal é de 1,3 tonelada. Segundo o gerente de operações da Coop, Valdomiro Sanchez Bardini, o desempenho é consequência de um amadurecimento estratégico da empresa e não apenas cultural. O crescimento das vendas em 2008 em comparação com 2007 foi de 8%.
O espaço dos hortifrutis foi ampliado e a empresa passou a realizar sacolões duas vezes no meio da semana, com preços até 20% menores. A tendência de a população consumir alimentos mais saudáveis também contribuiu. Os supermercados são os pontos de venda que mais oferecem frutas, legumes e verduras (62%), seguidos pelos feiras (32%), sacolão/varejão/quitanda (27%) e mercadinho (29%).
De janeiro a outubro de 2009, os preços de legumes e verduras vendidos na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) também tiveram significativa oscilação. Os preços dos produtos do primeiro grupo aumentaram em torno de 20% e os do segundo, em 14%. Os valores das frutas registraram retração de quase 5%.
Ceagesp, ainda a nº 1
Já foram comercializadas pela Ceagesp, neste ano, 3,24 milhões de toneladas de frutas, legumes, verduras, pescados e flores.
Aentrada de duas grandes redes de varejo na comercialização de frutas, legumes e verduras não provocou nenhuma queda brusca no movimento da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, no sistema de entrepostos a comercialização cresce a cada ano, com a entrada no mercado de novos varejistas do setor alimentar acompanhando o crescimento econômico e o aumento da renda do brasileiro. Assim, a Ceagesp registrou crescimento de 1,5% na comercialização de produtos hortifrutigranjeiros nos dez primeiros meses deste ano ante igual período de 2008.
Com a comercialização de 3,24 milhões de toneladas de frutas, legumes, verduras, flores e pescados, que passaram pelas 13 centrais de abastecimento da empresa no Estado de São Paulo, o resultado financeiro acumulado em 2009 já atingiu R$ 4,3 bilhões, crescimento de 10,6% ante igual período do ano passado, quando chegou a R$ 3,89 bilhões.
Segundo a Ceagesp, somente em outubro foram comercializadas 345.744,68 toneladas de produtos, aumento de 3,1% ante outubro de 2008. No período, o volume financeiro foi de R$ 469,9 milhões, crescimento de 16,5% ante outubro de 2008. No ranking das maiores unidades da Ceagesp em volume de comercialização acumulado até outubro, o Entreposto Terminal de São Paulo (ETSP) mantém a liderança (80,2%) seguido por Ribeirão Preto (7,2%) e Sorocaba, com 2,8%.
Fonte: Diário do Comércio




